23 de janeiro de 2009

Índios no Campus Party 2009

Por Lucas Sabino

Eu estava lá, e do nada, aparece uma tribo de índios. eu pensei: "e agora?? O que fazer??". Que nada. Os caras mexem até com linux, até em terminal de comando.

Anapuaka Muniz é da etnia dos Tupinambá Hã Hã Hãe. Não, não há erro de digitação e sim, demora um pouco para conseguir pronunciar o nome da etnia, mas é uma questão de se acostumar.

Ele e outros seis membros de sua comunidade indígena vieram de Pau Brasil, na Bahia, para a Campus Party. O principal objetivo de Anapuaka aqui é apresentar os projetos de inclusão digital étnica – conhecida como “Etnomídia” que desenvolve.

Segundo Anapuaka, Etnomídia significa produzir conteúdo pelo olhar dos próprios índios, com sua visão mais sensível, histórica e atemporal. “Que dure 200 anos e não apenas um dia”, como ele diz.

“Ainda somos novidade, mas agora as pessoas estão aceitando mais essa novidade. Já conseguimos nos apropriar das tecnologias, sermos protagonistas da nossa própria mídia. Já temos o poder de mostrar nossa própria imagem”, declara.

Criador do blog webbrasilindigena.org, parte do conhecimento adquirido e compartilhado na Campus Party vai ajudar Anapuaka a desenvolver ainda mais os trabalhos de criação de conteúdo em texto e imagem, além dos projetos de streamming de vídeo e TV on demand em sua comunidade. “Esses projetos ainda dependem de parcerias e patrocínios”, conta.

Anapuaka acredita que, no ano que vem, poderá trazer mais membros da Tupinambá Hã Hã Hãe e apresentar ainda mais o conteúdo que utiliza a tecnologia como ferramenta de preservação cultural, ambiental, social e política.

22 de janeiro de 2009

A coisa mais ridícula que eu já li

Essa é claramente a coisa mais ridícula que eu já li. Depois do episódio de um Professor dos EUA afirmar que um aluno não estava fazendo sua pesquisa/trabalho na internet por usar um software "malicioso" (firefox.exe), achamos outro pior ainda.

Depois Brasileiros que são ignorantes....


A estudante norte-americana Abbie Schubert acabou largando um semestre de aulas no Madison Area Technical College (MATC), nos Estados Unidos. O culpado? O Linux, mais especificamente a distribuição da Canonical, Ubuntu. Abbie comprou um laptop na esperança de cursar uma cadeira online no MATC, mas o sistema operacional acabou travando a vida da estudante.


Segundo o site da estação de TV local WKOW, a estudante nunca tinha ouvido falar do sistema operacional, e sequer fazia ideia de que seu computador, comprado online pela Dell.com, viria com ele.


– Tá tudo bagunçado. Me arrependo da compra – disse Abbie.


Quando ligou para o suporte, a tempo de trocar, a estudante sou persuadida pelo atendimento a permanecer com o Ubuntu:


– A pessoa com quem eu falei disse que o Ubuntu era ótimo, que estudantes adoravam, que era compatível com tudo que eu precisava.


Ela aceitou, mas não se deu muito bem com ele. A estudante teve problemas para instalar o modem da operadora para acessar a internet e ainda por cima não conseguiu instalar o Word, requisito para as aulas online.


Ao ligar novamente para o suporte, foi informada de que agora não poderia mais trocar para o Windows (o prazo tinha espirado) e que, devido às alterações que fizera, perdera a garantia do equipamento.


Sem acesso à internet para assistir às aulas e sem o Word para realizar as tarefas de cadeiras online, Abie Schubert acabou largando as disciplinas em que se matriculara.


– Eu estou extremamente frustrada. Eu quer voltar para a escola, mas preciso de um computador que me permita fazer isso – comentou a estudante.


Em socorro da estudante, a rede de televisão intermediou o contato com a operadora, a Dell e a escola em que Abbie está matriculada.


O resultado: a Verizon (operadora), mandará um técnico em auxílio para instalar a internet ao computador sem o disco de instalação para Windows; a MATC disse que aceitará a estudante de volta e aceitará os trabalhos da moça usando qualquer software que ela tiver.


A Dell não se manifestou sobre o caso, disse a WKOW TV.


Dê uma Olhada no Link para conferir toda a matéria!


11 de janeiro de 2009

O Brasileiro, sua Preguiça e seu Sistema

De Lucas Sabino

Tenho um grande desafio nas mãos: conseguir ligar os assuntos tecnologia e humanas em um só. Tudo está conectado, os conhecimentos estão todos ligados. Não pode existir ilhas de conhecimento.

Muito tem se debatido sobre Linux versus Windows. Tenho lido uma enxurrada de textos e blogs criticando o Linux por ele não ser tão fácil como o Windows. Isso é questão de paradigma.

A Microsoft criou uma maneira fácil e muito intuitiva de usar o Windows. Parabéns a Microsoft pelo "seu" paradigma, que nem tenho certeza se é dela mesmo. Mas, na minha minha modesta opinião, o seu sistema operacional não oferece meios eficazes que torne o usuário um pouco mais inteligente.

Para você ter uma idéia, a maioria dos usuários do Windows conhece muito superficialmente conceitos básicos de computação mesmo sendo usuário por muitos anos. Isso é fato!

Mesmo que o usuário seja somente um mero usuário mesmo (usuário de orkut e msn), não é admissível mais que o ser humano seja tão superficial nas coisas. Não custa nada saber o que é um IP, o conceito de sistema operacional, o que é formatação etc...

Se você usuário comum acha que isso é besteira, continue pagando os seus "cinquentinha" para aquele "técnico" ligar a chave da sua fonte, que você esbarrou sem querer e seu computador não ligava mais, sendo que se você tivesse um mínimo de conhecimento era só apertar da mesma forma que você liga uma lâmpada... Nunca ligar uma lâmpada foi tão caro! Já vi história assim, acredite!

É muito fácil ganhar dinheiro com informática em cima de usuário que não quer saber nada sobre computador.

O paradigma do Windows é prejudicial para as pessoas, pois as tornam viciadas num método só de fazer as coisas. Torna o usuário o mais preguiçoso possível, e isso para o desenvolvimento de novos cérebros na área de computação é um desastre.

Estou cansado dessa história de deixar o Linux o mais parecido com o Windows!

O Linux não precisa chegar ao ponto de virar um "Windows livre" para os usuários do Windows. O Linux é para usuários que gostam do seu paradigma. Quem não está satisfeito com novas formas de fazer outras coisas continue usando o Windows.

A verdade é que o Linux machuca a zona de conforto de muitos até na área de computação...